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quinta-feira, 13 de maio de 2010

O conto do vigário do baronato da mídia

Este assunto começou no blog do Luis Nassif

Porque será que as empresas de comunicação na área das velhas mídias não aceitam a abertura de sua própria porteira?
Fato: o monopólio da mídia não abriu nem aceita que se abra sua porteira, quando deveria ser o setor mais aberto, pois que envolve direito ao acesso dos brasileiros à opiniões diversas que não apenas a da nossa atrasada elite, esta com espaço garantido nas Globos, Folhas, Vejas e Estadões.A lógica disso é a dominação de uma elite "pensante" (???) sobre os destinos deste País, com forte influência em decisões para nosso País, por exemplo em quem devemos ou não devemos votar, que projeto de País seguirmos,,isso a velha mídia não aceita perder, daí seu posicionamento contra a abertura do mercado da comunicação, na prática bastante benéfico, pois que nos traz outros pontos de vista, o que o latifúndio da mídia não aceita.

Incrível como não há uma grande mobilização nacional contra este comportamento da mídia que, é claro, sempre definiu as decisões do Congresso Nacional, bem com o que os demais poderes (Executivo e Judiciária) podem e não podem fazer.
Vejo o quadro como uma situação análoga á do Iraque, afinal de contas qual o espaço resevado para o cinema nacional? Dias atrás, na TV Sesc, vi o cineasta João Batista dizendo que países como Brasil, Argentina e México, a ocupação por Holywood fica em torno de 95 por cento. Isto se repete em todas as áreas, e basta que se defenda os interesses nacionais, as nossas indústrias, nossa cultura, para que sejamos classificados como atrasados e xenófobos. Isto vem desde o fim da Segunda Guerra, quando o mundo foi dividido em duas partes, uma para os EUA e outra para a URSS. O Brasil, que ficou sob a influência dos EUA, depois da política da boa vizinhança, teve que abrir mão de tudo, do nosso cinema, da indústria automobilística (leia-se fábrica Gurgel),,e a política do arrrasa-quarteirão não cessa, sendo que a última implosão foi provocada por FHC quando extinguiu, por exemplo, um centro de pesquisa e tecnologia da Telebrás, onde o Brasil detinha um grande número de cientistas, técnicos e pesquisadores colocavam no mercado uma tecnologia que não deixava a dever a nenhum outro país de primeiro mundo. No entanto as empresas que abocanharam o sistema Telebrás exigiram que tal centro de pesquisa fosse fechado, o qual será reaberto pelo presidente Lula neste projeto da Banda Larga para quem ainda não a tem. Qual foi a reação da mídia neste caso senão o de verdadeiros cães pitbulls defendendo não sei lá o que. Uma coisa de louca esta autofagia da imprensa nacional. Por isso não há nenhum exagero em afirmarmos que a elite brasileira não é conservadora mas atrasada mesmo. A música é uma das poucas áreas em que a invasão a la iraque não conseguiu destruir totalmente. No entanto, mesmo nesta área temos muito o que fazer, como por exemplo uma maior integração com os países de língua portuguesa e África, o nosso berço musical. Enfim, a política brasileira tem que ser de resgate de tudo isso, da música ao cinema, passando por nosso parque industrial, pois não podermos ser eternos exportadores de matérias-primas, o que vem desde o descobrimento. Voltando à música, que tal o nosso Mercosul dos países de lingua portuguesa?

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